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24.2.10

apontamento: tardo em escrever-te


Tenho pensado em ti.
Naqueles momentos em que a mente divaga sózinha é em ti que penso. E é estranho porque não penso no que somos. Penso em conversas. Penso em gestos. Penso em possibilidades.
Penso em ti porque penso. Porque somos amigos. Mas agora é estranho.
Questionam-me de uma forma a que não sei responder. Andam a introduzir-se ideias estranhas na minha cabeça.
Imagens. Músicas, tantas, tantas melodias.
Tenho pensado em ti. Ensaiado mil diálogos. Encenado situações. Visto a lua intrometer-se em todo o lado.

Outra vez.


28.1.10

You and Cinnamon




You and cinnamon

A clear deep blue sky.
the sun (oh the sun) on a very cold day.
B&W photographs (specially portraits).
Gray areas.
Talking with friends on a street with a bright big moon over us.
Try to see both sides of everything.
Music (from a simple instrumental melody to epic orchestral tales; sad lyrics to screaming the same silly sentence over and over).
The electric charge I feel whenever I'm close to you.
Walking, just walking around.
Discussing something passionately.
Stare contests (which I allways lose).
Honesty.
An embrace (specially yours) driven by emotion.
The joy and fear I feel when I realize I'm witnessing a unique moment in time.
Carol
fotografia por SarahDeShields

23.12.09

"I'm Going To Stop Pretending That I Didn't Break Your Heart"

Descobri esta música há algum tempo. Naquela altura, naquele momento, esta voz, as palavras, eram o que eu precisava de ouvir. O que precisava que me dissesses.
Passaram anos, 3 ou 4 como na música. O tempo passou. Estamos diferentes, tu e eu. Talvez não assim tanto. Os teus olhos ainda me olham, doces, curiosos, perdidos. O meu coração ainda acelera sempre que te vejo sorrir. Mas mudámos, tu e eu.
Hoje, não sei bem porquê, lembrei-me de ti e esta música fez sentido outra vez...









"I'm gonna tell you what you need to hear
And i'm a little too late
By three or four years
And it may not make much sense
Now that we are apart
But i'm going to stop pretending
That i didn't break your heart

You see i never thought enough of myself
To realize that losing me could mean
Something like the tears in your eyes
And i want to tell you i'm sorry
And it's too late to start
But i'm going to stop pretending
That i didn't break your heart

And it's christmas eve
Years down the line
Sitting here wishing i'd treated you better
When you were mine
And i have no way of knowing where you are
But i'm going to stop pretending
That i didn't break your heart

I didn't mean to hurt you
I didn't know what i was doing
But i know what i have done"


Eels

24.11.09




N E V E R



hide your monsters

(they grow in the dark...)



A inteligência não se finge e o silêncio nem sempre significa compreensão.


Carol

18.10.09



gravamos os momentos com a memória para que se esbatam os pormenores?


Carol


14.10.09

There's an arrow pointed at your chest




There's an arrow pointed at your heart.
You see it there, in front of you,
so clearly.
You wait the moment,
You know it's coming
But the time drags, mocking you.

There's an arrow pointed at your heart.
You see the path that brought you here
And although the end is closing in,
Your choices remain murky,
No enlightment befalls you.

There's an arrow pointed at your heart,
Fierce eyes behind it
(your own, scarred, reflecting on them).
You see the tension on the string,
And the strong hand that holds it.
You start to wish to see it free.

There's an arrow pointed at your heart.
The head is sharp
(the sun shining on its edge).
The head is near
(you can sense the marked spot on your chest)
So you start to wander how will it feel...

There's an arrow pinned in your heart.
The string still vibrates,
As you tremble and quiver.
Hand down, the eyes look so diferent now...
And the blood on your chest feels so sweet.

Maybe love is not overrated.
Carol

3.10.09



procurem-me nas palavras.algures a meio de um verso havemos de nos encontrar



fotografia por http://www.flickr.com/photos/whateveryou/

21.9.09




Conta as minhas palavras e diz que me amas. Conta os pontos finais que nos separam e procura-me, no fim. Não há palavras descuidadas, apenas pensamentos deixados por dizer. Tantos olhares deflectidos. Atracções por explicar. oh, se a empatia chegasse, não sofreria...

13.9.09


Na simplicidade me encontro. Em tardes que se arrastam... em palavras.

31.7.09




There's an old woman inside me. So, so scared of the world. So afraid of truely living. She's a prisioner of Fait. She's trapped inside herself by ancient superstitions. She sees the world but does not seize it. So many barriers around her twisting her view of reality. She has never achieved anything, all her dreams were left unattended.

I feel like an old woman who's eyes still glisten with youth. I feel her crawled up deep within me and she has taught me nothing but despair.



Carol

19.7.09




E se não formos mais do que farrapos de emoções e repetições de erros de outras vidas?
Carol

15.6.09

feelings




She wears her feelings like a torch, iluminating the circle that encloses her. Slowly she burns the air still left inside. Slowly she kills whom she loves so much. "Is there anybody out there?" She's guiding herself to oblivion. Is there anybody left to believe in?
Carol

20.5.09

Esquecimento




Esquecem-me os tempos tal como eu me esqueço de tudo. Sobram-me detalhes de conversas paradas: um cabelo isolado pousado na risca que lhe atravessa o ombro; "sinto"; "(...)negligenciaste-me desde que começaste a andar com o teu grupinho (...)"; a força daquele abraço quando por fim o sorriso surgiu; "nem sei como aconteceu"; o fumo lentamente roendo o cigarro que lhe pendia das mãos; "não me olhes assim!"; os cabelos que caiam nos ombros como a vida naqueles olhos; "(...) mais ninguém?...Acho que afinal não vou"; "Ando tão parva...não ligues é da hora"; O vento a bater-me na cara enquanto os observo a descer as escadas; "Carol, tenho sempre tanto medo que ele me deixe quando discutimos"; aquele primeiro olhar, primeiro pensamento, primeira impressão comparando com tudo o que veio depois; "sinto-me vazia. Vou ver «Os Contemporâneos» e já venho";

Cinzas de sentimentos.

Palavras que se misturam com as melodias que me acompanham os dias, com as imagens que me preenchem os sonhos. Uma confusão de realidades sonhadas e quereres que não se concretizam.


Porque é a vida tão complicada?
Carol

18.5.09

I wrote this for you




Há dias assim, que passam sem notar; nos atravessam sem marcar.
Rostos vagos, dias largos, tanto tempo...
Passeando abismos pela trela descubro o outro lado da luz... Vejo as superfícies que iluminas, quero descobrir a sua fonte.
Onde estão os teus segredos?
... la la la la la ... melodias que completam os passos com que percorro o meu caminho;
Portas, prédios, ruas, o sol;
Vroom, autocarros, carros e bicicletas, o jardim;
Bancos, pessoas, bolas rolando, o teu rosto ...
Por fim.
Carol

26.4.09

Uma noite

Calço uma meia. Depois outra. Olho-te. Dormes sossegado, feliz. Confiante. O quarto ainda penumbra, resquícios da noite que o sol já tenta levar. Procuro em silêncio as roupas espalhadas pelo chão. Ainda quentes, talvez apenas do desejo que nelas habitou. Observo as pequenas linhas de luz no teu corpo abandonado nos lençóis. São marcas que a manhã deixa na tentativa de penetrar o nosso lugar. Esta nossa intimidade feita de conversas, vinho, jazz e corpos suados.
As tuas roupas ainda espalhadas pelo chão. O teu corpo, descoberto. Passo uma ultima vez a minha mão pelos teus cabelos; deixo-a descair e percorrer uma vez mais as tuas costas. Sorris, agradam-te as carícias. Beijo-te, suavemente para que não acordes. Com carinho para que o recordes. Desculpa-me.
Aproximo-me com vagar da porta. Sei o caminho que tínhamos prometido não voltar a percorrer.
O sol, como um ponto final vibrante e quente, marcando o fim.



Carol

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